Aécio: reforma do código penal e do código de processo penal

Aécio disse que também vai liderar uma profunda reforma do código penal e do código de processo penal para inibir sentimento de impunidade.

Eleições 2014 – propostas para o Brasil

Fonte: O Estado de S.Paulo

Construiremos política nacional de segurança, diz Aécio

Em visita a uma das regiões mais violentas da capital paulista, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, prometeu fazer um plano nacional de segurança e reformar o código penal. Ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB)Aécio caminhou no sábado, 19, por ruas do M”Boi Mirim, na zona sul de São Paulo.

Segundo o presidenciável, a omissão do governo federal em relação ao tema “chega a ser criminosa”. “Nós vamos construir no Brasil uma política nacional de segurança pública, solidária com os Estados, com planejamento, investindo em inteligência. E proibindo que recursos para essa área sejam contingenciados”, disse o tucano.

Ele também prometeu “liderar uma profunda e rápida reforma do código penal e do código de processo penal para inibir o sentimento de impunidade que está espalhado por todo o Brasil”.

Hoje, de acordo com a Constituição, os investimentos em segurança pública são um dever dos Estados, não da União.

Ao lado de AlckminAécio afirmou que se não fosse a gestão do tucano, “São Paulo teria problemas ainda mais graves”.

Palanque duplo

Ao ser questionado sobre o fato de o vice de AlckminMárcio França (PSB-SP), ser do partido de Eduardo Campos e fazer campanha para o adversário em São Paulo, Aécio disse que essa situação é natural e agradeceu o PSB paulista pelo apoio à administração de Alckmin. “O fundamental é termos o apoio do governador Geraldo Alckmin com a clareza e o entusiasmo que ele tem demonstrado”, afirmou.

Aécio afirma que sempre agiu com ética e correção

Aécio se defendeu de acusação de jornal e disse que tudo foi feito com a mais absoluta transparência e sem nenhum tipo de favorecimento.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Aécio nega que governo de MG tenha financiado aeroporto em fazenda de sua família

Candidato diz que, de forma ‘incompreensível’, ex-proprietário do terreno (seu tio-avô) é tratado como dono da área

Candidato do PSDB à Presidência da República, o senador Aécio Neves (MG) negou neste domingo que sua gestão no governo de Minas Gerais tenha patrocinado a construção de um aeroporto dentro da fazenda de um parente seu, conforme denúncia publicada no jornal “Folha de S. Paulo” neste domingo. De acordo com a reportagem, foram gastos quase R$ 14 milhões na obra, que teria sido concluída em outubro de 2010 e seria administrada por familiares de Aécio.

- Tudo foi feito com a mais absoluta transparência e correção. Aliás, como sempre faço – disse Aécio durante agenda de campanha na região do Cariri cearense, a cerca de 560 km da capital Fortaleza.

Em um longo relato publicado em seu perfil do Facebook, Aécio afirmou que a área em que o aeroporto foi construído é “pertencente ao Estado, não havendo portanto investimento público em área privada”. Para o candidato, “de forma incompreensível, o ex-proprietário da área é tratado como dono do terreno”. Segundo ele, não houve a construção de um novo aeroporto, mas “melhorias realizadas em pista de pouso que existia há mais de 20 anos no local, realizadas por meio do ProAero, programa criado no governo Aécio Neves e que garantiu investimentos em inúmeros aeroportos do Estado”.

O aeroporto fica no município de Cláudio, a 150 quilômetros de Belo Horizonte, e segundo contou um primo de Aécio, a pista recebe pelo menos um voo por semana e o candidato usa o aeroporto sempre que visita a cidade. A reportagem conta que Múcio Guimarães Tolentino, de 88 anos, tio-avô de Aécio e ex-prefeito de Cláudio, é o proprietário do terreno onde está a pista e que ele guarda as chaves do portão do aeroporto. Diz ainda que, para pousar ali, é preciso pedir autorização aos filhos de Múcio. Para o candidato, no entanto, “pistas de pouso fechadas são prática comum em aeroportos públicos, no interior do país, como forma de evitar invasões e danos na pista que possam oferecer riscos à segurança dos usuários”.

Aécio admitiu em seu relato na rede social que a fazenda da Mata, a seis quilômetros da pista de pousos e decolagens, é de propriedade do espólio de sua avó, Risoleta Neves. “Portanto, pertence aos três filhos dela”, disse o candidato. Ele esclareceu ainda que a documentação para homologação do aeroporto foi enviada à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em 22 de julho de 2011 e que, “assim como vários outros aeroportos no Estado, aguarda a conclusão do processo”.

O candidato tucano garantiu ainda que “não houve nenhum tipo de favorecimento na implantação das melhorias na pista de pouso de Cláudio como insinua a reportagem”.

Em nota, o governo de Minas Gerais também afirma que não se trata da construção de um novo aeroporto, mas de “melhorias realizadas em instalações aeroportuárias já existentes há mais de 25 anos naquele local”. Segundo o comunicado, o terreno foi adquirido pelo Estado em 2008 e as obras só foram iniciadas em janeiro de 2009, e concluída em outubro de 2010. O valor do investimento foi de R$ 13,949.990,42.

O aeroporto do município de Cláudio, acrescenta o governo, faz parte de um programa lançado em 2003 para fortalecer a infraestrutura dos aeroportos públicos do estado. Ao todo, 29 aeroportos receberam investimentos, com obras de adequação, ampliação, melhoria e revitalização e construção.

Eleições 2014: Tucanafro entrega propostas para programa de governo de Aécio

Aécio recebeu do presidente do Tucanafro documento com sugestões para enfrentamento ao racismo.

Muda Brasil: Política de Promoção da Igualdade Racial

Fonte: PSDB

Aécio Neves recebe propostas para a promoção da igualdade social e racial

O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, recebeu, nessa quinta-feira (17/07), em Brasília, proposta do Secretariado Nacional de Militância Negra do PSDB – Movimento Tucanafro Brasil para ser incorporada ao programa de governo da candidatura presidencial.

O documento apresenta sugestões para o enfrentamento ao racismo por meio da Política de Promoção da Igualdade Racial. O texto reúne 37 proposições.

Aécio recebeu a proposta do presidente do Tucanafro BrasilJuvenal Araújo. Juvenal disse que as sugestões foram elaboradas a partir de seminários, conferências e reuniões com líderes de movimentos de promoção da igualdade social e racial de todo o Brasil.

Para o presidente do TucanafroAécio Neves é uma forte referência para o movimento pelos avanços verificados durante a gestão do candidato frente ao Governo de Minas (2003-2010).

Juvenal apontou como exemplos a instituição da Política de Promoção da Igualdade Racial do Estado, a implantação dos sistemas de cotas ou reservas de vagas na Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) e na Universidade de Montes Claros (Unimontes), além da realização de conferências que resultaram na criação do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, em 2009.

Propostas

O documento consolida as 37 propostas em três pontos.

Um deles é a criação do Fundo Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, vinculado ao Conselho Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Tucanafro coloca ainda, no elenco de proposições, o apoio efetivo para a implementação, em todo o país, de coordenadorias, ouvidorias, delegacias especializadas nas macrorregiões e comarcas, Conselhos, Assessorias e Secretarias de Igualdade Racial, bem como de fóruns intersetoriais de gestores com atuação nos âmbitos federal, estadual e municipal.

Também está na proposta a elaboração de um censo para o mapeamento das comunidades tradicionais quilombolas, povos e comunidades tradicionais de matriz africana, ciganas e indígenas, seguido da implantação de órgãos específicos responsáveis pelo acompanhamento, reconhecimento e certificação dos grupos.

O objetivo, segundo o Tucanafro, é ampliar a integração dessas comunidades e a participação nos mecanismos de participação popular e nas ações governamentais de assistência, bem como dar mais agilidade nos processos de titulação dos territórios dos povos e comunidades tradicionais.

Secretariado Nacional de Militância Negra do PSDB (Tucanafro) tem o objetivo de promover discussão sobre temas relacionados à promoção da igualdade social e racial. Foi implantado há dois anos e tem representantes regionais em 25 Estados.

Aécio critica gestão do PT e diz que economia está paralisada

Em Florianópolis, Aécio Neves fez duras críticas a gestão econômica do governo e prometeu restabelecer a confiança do país.

Eleições 2014

Fonte: O Globo

Aécio diz que PT vai entregar país no ‘pior cenário possível’

Tucano afirmou ainda que governo gasta bilhões com propaganda para mostrar Brasil ‘irreal’

candidato do PSDB à Presidência Aécio Neves fez duras críticas a gestão econômica do governo nesta quinta-feira, em ato político na capital catarinense. Em discurso, Aécio prometeu controlar a inflação e restabelecer a confiança no Brasil.

— É mais que uma eleição que está em jogo. (O governo PT) É um modelo e uma visão de gestão pública diferente dessa que está aí, em que a meritocracia deve se sobrepor ao absurdo do aparelhamento da máquina pública. Vamos implantar um modelo de estabilização da moeda e de controle inflacionário — disse o tucano.

Sem citar a presidente DilmaAécio afirmou que a economia brasileira está “paralisada”, sem controle da inflação, e não demonstra capacidade de “reverter essa situação”.

— O governo do PT vai entregar o país no pior cenário possível. O Brasil vive a estagflação, crescendo 1%, o menor (índice) em toda a América Latina. A inflação já está estourando o teto da meta. Isso traz um clima de desânimo para aqueles que querem empreender. No momento em que se olha para o futuro, não se enxerga nesse governo, capacidade para fazer o país crescer — atacou.

O senador tucano defendeu a ideia que o governo federal fracassou na economia e na gestão pública:

— Na verdade, o Brasil está no final da fila dos principais rankings internacionais de educação, como o Pisa (Programme for International Student Assessmen), por exemplo. A saúde publica é trágica. Há uma omissão crescente do governo federal na segurança pública.

Para Aécio, o governo gasta bilhões em propaganda para mostrar um “Brasil irreal”.

— O que não dá mais para aguentar é o que vem acontecendo no Brasil. Um Brasil virtual, vendido numa propaganda bilionária, quase uma lavagem cerebral, como se fossemos um país quase sem miséria. A grande verdade vai ficar clara na campanha, quando o Brasil real for confrontado com o Brasil virtual.

PALANQUES NOS ESTADOS

O senador também declarou “ver problemas” em dividir palanques com o candidato Eduardo Campos (PSB). A declaração foi dada para explicar o apoio a chapa que reúne Paulo Bauer (PSDB) como candidato a governador, e Paulo Bornhausen (PSB) para concorrer na vaga ao Senado:

— Da minha parte, sempre que os candidatos do PSDB estiverem fortes, nós estaremos fortes. Agradeço o apoio dos candidatos do PSB em vários estados, não apenas aqui.

Datafolha: 2º turno tem empate entre Aécio e Dilma

Datafolha: Queda de Dilma e crescimento da oposição no 2º turno tem a ver com aumento de eleitores que julgam governo ruim ou péssimo.

Eleições 2014

Fonte: Folha Poder

Dilma lidera com 36%, mas empata com Aécio no 2º turno, diz Datafolha

Com 36% das intenções de voto na simulação de primeiro turno, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, mantém a liderança da disputa pelo Palácio do Planalto. Mas, pela primeira vez, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) aparece tecnicamente empatado com ela no teste de segundo turno.

Segundo o Datafolha, se o turno final da disputa fosse hoje, Dilma teria 44% dos votos, Aécio alcançaria 40%. Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos, eles estão na situação limite de empate técnico.

Num eventual disputa de segundo turno contra o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), o resultado seria 45% para Dilma contra 38% para Campos. É também a menor diferença entre os dois na série de nove pesquisas do Datafolha com este cenário desde agosto de 2013.

Em relação à pesquisa anterior, feita no começo do mês, o quadro do primeiro turno apresenta pouca diferença. Em 15 dias, Dilma oscilou de 38% para 36%. Aécio manteve os 20%. Campos oscilou de 9% para 8%.

Juntos, todos os rivais de Dilma também somam 36%. Considerando a margem de erro, portanto, não é possível dizer se haveria ou não segundo turno se a disputa fosse hoje.

A oscilação negativa de Dilma no primeiro turno e a aproximação de seus rivais em simulações de segundo turno são coerentes com o aumento do percentual de eleitores que julgam o atual governo como ruim ou péssimo.

Conforme a pesquisa, 29% desaprovam a gestão Dilma. Este é, numericamente, o maior percentual de ruim e péssimo para a petista desde o início de sua gestão, em 2011.

Já o total de eleitores que classificam a administração como boa ou ótima são 32% agora, praticamente a mesma taxa apurada no fim de junho de 2013, imediatamente após a grande onda de protestos pelo país. Naquela ocasião, a taxa de aprovação à gestão petista despencou de 57% para 30%.

Em relação à pesquisa anterior, a taxa de rejeição a Dilma subiu de 32% para 35%. O segundo mais rejeitado é o candidato Pastor Everaldo (PSC), que tem 3% das intenções de voto, mas 18% de rejeição. Os que rejeitam Aécio oscilaram de 16% para 17%. Campos mantém os 12% da pesquisa anterior.

O Datafolha ouviu 5.377 eleitores em 223 municípios na terça (15) e nesta quarta-feira (16). O levantamento foi encomendado pela Folha em parceria com a TV Globo.

Aécio: Brasil terá o mesmo modelo de gestão adotado em Minas

Aécio Neves afirmou que a experiência mineira de gestão pública será fundamental para combater a corrupção no nível federal.

Choque de Gestão

Fonte: Jogo do Poder

Aécio quer para o Brasil o mesmo modelo de gestão adotado em Minas

Estado possui os melhores indicadores do país para o ensino fundamental e saúde pública

O candidato da Coligação Muda Brasil à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou que, eleito, levará para o governo federal o mesmo modelo de gestão adotado em Minas nos últimos anos e que garantiu avanços sociais e melhores serviços para a população. Durante sabatina realizada pelo jornal Folha de São Paulo, nesta quarta-feira (16/07), Aéciodestacou que Minas é o Estado com melhores indicadores em saúde e com melhor avaliação do ensino fundamental, confirmados pelos ministérios da Saúde e da Educação.

“Quero um governo efetivo, eficiente, com coragem para fazer o que eu fiz em Minas Gerais. Recebi Minas com a pior equação fiscal entre todos os estados brasileiros. Deixei Minas com a melhor educação fundamental do Brasil e a melhor saúde da região Sudeste, com os maiores exemplos e experiências de parcerias com o setor privado”, disse.

Aécio afirmou que a experiência mineira, marcada pela transparência e a meritocracia para a ocupação de cargos públicos, será fundamental para combater a corrupção no nível federal.

“Vamos estabelecer a meritocracia na gestão pública, a qualidade. As pessoas não vão ocupar cargos no governo em razão da simples indicação, ou sobretudo com a baixa qualificação que é hoje uma marca desse governo. Vai ser exatamente como foi no meu governo. Durante oito anos em Minas Gerais governei o segundo estado mais populoso do Brasil com absoluta transparência, transformando Minas em um estado proativo”, afirmou.

Governador de Minas entre 2003 e 2010, Aécio Neves ressaltou que o estado é o único no país em que 100% dos servidores são avaliados por desempenho, com metas a serem cumpridas e remunerados quando elas são alcançadas. De acordo com Aécio, esse foi um dos fatores que permitiram avanços efetivos na melhoria da qualidade de vida da população.

Melhor educação do país

Minas Gerais tem a melhor saúde da região Sudeste e a quarta melhor do país, de acordo com o Índice de Desempenho do SUS (Idsus 2012), divulgado pelo Ministério da Saúde.  O Estado conta com o maior número de equipes de Saúde da Família do país (4.500) e foi o primeiro a apoiar com recursos financeiros as equipes do PSF desenvolvido pelo governo federal em parceria com estados e municípios.

A melhor educação básica do país nos anos iniciais do Ensino Fundamental está também em Minas, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A rede mineira foi a primeira e única do Brasil a alcançar esses índices e é pioneira na oferta do ensino fundamental de nove anos.

Muda Brasil

Candidato pela coligação Muda Brasil (PSDB, DEM, PTB, PTdoB, PTC, PMN, PTN, PEN, Solidariedade), Aécio convidou os mineiros e todos que querem mudar o país a aderir ao seu projeto.

“Recebo aqueles que querem me ajudar a transformar o país. E eles vão ter como troca, como retorno, um país honrado, um governo digno, um país que cresça, que prospere, que as pessoas vivam melhor. Eles estão convidados para fazer conosco essa travessia. Eu tenho uma história de vida e o que eu tenho a oferecer ao Brasil é a minha história, são as minhas convicções”, afirmou.

Aécio: Brasil precisa crescer e controlar a inflação

Candidato tucano se compromete a discutir reformas necessárias como, a previdência social, a tributária e a política.

Eleições 2014

Fonte: PSDB

Brasil precisa crescer e controlar a inflação, diz Aécio em sabatina

O candidato à Presidência pela Coligação Muda Brasilsenador Aécio Neves, participou na manhã dessa quarta-feira (16) de sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, SBT, portal UOL e rádio Jovem Pan e defendeu a urgente necessidade de retomada do crescimento da economia brasileira, com foco em regras claras e transparentes para não afugentar investidores. Aécio também se comprometeu a retomar o controle da inflação e a adotar uma política fiscal transparente e austera. Confira a seguir os principais assuntos abordados pelo senador na entrevista.

Crescimento

Aécio diz que tomará as medidas necessárias para recolocar o Brasil no rumo do crescimento. Em suas palavras, “um crescimento sustentável, com controle da inflação e melhoria dos índices sociais”. Para o senador, hoje estamos imersos num cenário de crescimento pífio, com a inflação ultrapassando o teto da meta, sem que o governo acene de forma clara com medidas que tomaria para reverter esse quadro, que Aécio classificou como “perverso”. Disse o senador: “Nós vamos resgatar a credibilidade dos investidores, com política fiscal transparente e austera. Esse é o caminho de um novo ciclo para o Brasil”. A palavra-chave para isso, segundo Aécio, é previsibilidade. Os investidores querem regras absolutamente claras para trabalhar. “Hoje, a desconfiança do setor produtivo aumenta a cada mês”, afirmou o senador.

Retomada da confiança

Para o senador, analistas de dentro e de fora do Brasil afirmam que uma vitória do PSDB será capaz de gerar exatamente o efeito inverso do clima de incerteza que vivemos hoje. “Isso será possível graças à clareza de nossas convicções e à história de quem está do nosso lado”, afirmou. Outra consequência muito importante disso, segundo o senador, será a geração de um ambiente propício para o país registrar um superávit primário verdadeiro, muito diferente daquele que vem sendo obtido nos últimos anos pelo governo do PT por meio de criatividade e manobras fiscais. “Queremos regras claras, para as pessoas percebam exatamente qual é o ambiente que estamos construindo”, salientou Aécio.

Aprimorar os programas sociais

O senador garantiu que irá manter e aprimorar os programas sociais que estão dando certo. Na opinião de Aécio, quem não sabe ver virtude nos outros é o PT, que não reconhece, por exemplo, que o Bolsa Família é originário do Bolsa Alimentação, criado no governo FHC. O Bolsa Família, disse o senador, não só será mantido como também será transformado num programa de Estado, para finalmente deixar de ser algo vinculado à agenda eleitoral, como o PT vem fazendo. Segundo Aécio, o programa Mais Médicos também será mantido e aprimorado, porém sem ser tratado como solução para todos os problemas de saúde do país. O senador apresentou dados que mostram a falta de planejamento do governo do PT para a área. Em 2003, a participação do governo federal nos gastos da saúde era de 54%. Hoje essa participação caiu para 45%. Foram fechados 13 mil leitos hospitalares. Portanto, sem trata-lo como salvação da saúde no país, o programa será mantido e os médicos estrangeiros serão bem-vindos. Aécio se comprometeu a dar a eles cursos de qualificação e estabelecer regras novas. No caso específico dos médicos cubanos, compromete-se a pagar diretamente o salário aos médicos, e não ao governo de Cuba.  “Nós não vamos ter que concordar com o governo cubano, eles que deverão concordar conosco.”

Inflação alta e crescimento baixo

Na opinião de Aécio, as medidas mais impopulares são as que o atual governo está tomando. “As pessoas mais prejudicadas por essas medidas são justamente aquelas que o governo diz proteger”, afirmou. O senador pontuou que, com a inflação do jeito que está, o aumento real do salário mínimo será de somente 1%. E frisou ainda que a inflação dos alimentos hoje já está na casa dos dois dígitos. Aécio deixou claro que não aceita a tese de que uma das formas de combater a inflação é com o desemprego. Para o senador, isso é uma grande bobagem. “Se fosse assim, na época da hiperinflação teríamos emprego recorde.”

Diretrizes de governo

O senador deixou claro que as diretrizes do seu plano de governo são resultado de um trabalho muito amplo, que está sendo feito com a consulta dos mais diversos setores da sociedade, o que propiciou um aprofundamento que é totalmente inédito na história eleitoral brasileira. Para Aécio, nenhuma outra campanha permite antever com tanta clareza o caminho que o candidato irá percorrer depois de eleito.

Reformas necessárias

Aécio declarou na sabatina que as últimas reformas importantes no Brasil ocorreram todas no governo FHC. Para o senador, de lá para cá o PT optou pelo adiamento e pelo arquivamento de tudo o que fosse contencioso ou o que contrariasse os interesses de seus simpatizantes. Aécio se comprometeu a discutir as reformas necessárias, a previdenciária, a tributária e a política, com o conjunto da sociedade brasileira. E concluiu dizendo que essa incapacidade do governo de assumir o protagonismo nessas questões precisa acabar.

FHC

Na opinião de Aécio, o sucesso do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso possibilitou que o governo Lula existisse e tivesse os indicadores que teve. “O ex-presidente FHC não só vai participar da minha campanha como já está participando. Cito um antigo pensado espanhol, Baltasar Gracián, que dizia que, “se você não pode ter sob seu domínio todo o conhecimento, cerque-se dele”. “Eu tenho me cercado das melhores pessoas”, afirmou o senador.

Futebol e Copa do Mundo

Aécio criticou a maneira como a presidente Dilma Rousseff tentou se apropriar politicamente da Copa do Mundo e destacou que ele preferiu assistir ao evento como torcedor. “O que eu vi foi uma tentativa desesperada do governo de tentar de apropriar a qualquer custo do êxito da Seleção“, disse. O senador defendeu a proposta de Lei de Responsabilidade do Esporte e criticou uma vez mais a tentativa de intervencionismo do governo no futebol. Para o senador, se a presidente Dilma criasse a Futebras, essa seria a 14ª empresa criada pelo governo do PT.

Questão energética

O senador Aécio Neves criticou o intervencionismo da presidente Dilma Rousseff no setor energético. “Foi uma das coisas mais perversas o intervencionismo da presidente da República num setor que ela dizia conhecer com profundidade. Isso custa hoje ao Tesouro, aos contribuintes, portanto, algo em torno de 30 bilhões de reais. Esse é o custo da desastrada intervenção que tirou capacidade de investimento de um setor essencial para a retomada do crescimento da economia, e a incapacidade de gestão do governo se alinha a esse intervencionismo. O Brasil é hoje um cemitério de obras abandonadas”, afirmou. O senador defendeu a atração de capital para investimento em energia e a exploração de energias alternativas, como a eólica e a biomassa. “O Brasil jogou fora o programa do etanol”, afirmou.

Petrobras

Aécio afirmou ter havido muitos equívocos na administração da Petrobras, que levaram a estatal a participar mais das páginas policiais do que das páginas econômicas dos jornais, com escândalos envolvendo a compra da refinaria de Pasadena e o superfaturamento da construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.

Ele aproveitou para defender uma administração mais previsível, incluindo na definição a política de preços da gasolina. “Vamos ter regras claras, as pessoas vão saber o que vai acontecer com os preços”, afirmou. O senador também defendeu uma discussão aprofundada com a sociedade brasileira e com especialistas sobre qual o melhor modelo de exploração de petróleo: se o de concessão ou de partilha.

Privatizações e meritocracia

Aécio Brasil defendeu que o que precisava ser privatizado já foi privatizado, como os setores de aviação, telecomunicações e siderurgia. E garantiu que ao vencer a eleição irá reestatizar empresas públicas que foram privatizadas por interesses escusos. “A Petrobras vai ser devolvida aos brasileiros”, disse. Ele defendeu a meritocracia no serviço público. “As pessoas não vão ocupar postos no governo em razão da simples indicações ou da baixa qualificação que é a marca desse governo”, disse. E citou o exemplo de Minas Gerais, Estado em que, sob seu governo, passou a ser praticada a análise de desempenho para todo o funcionalismo.

Exemplos de Minas

Aécio lembrou das experiências em Minas Gerais que fizeram a saúde e a educação do Estado melhorarem. Graças a elas, Minas tem hoje a melhor educação fundamental do Brasil e um dos melhores índices de saúde do país.

Segurança pública

O candidato da coligação Muda Brasil pregou a necessidade de reforma do Código Penal e do Código de Processo Penal.  “O governo federal deve assumir o controle e apresentar ao Brasil uma política de segurança pública. Ouvi uns anos atrás o ministro da Justiça dizer que as nossas cadeias mais parecem masmorras medievais. Passaram três anos do governo, e sabe quanto foi executado do que foi aprovado do Fundo Penitenciário? Sabe quanto foi usado pelo ministro para transformar as masmorras medievais em cadeias minimamente aceitáveis? 10%”, disse o senador.

Alianças

Aécio deixou claras as suas diferenças em relação à candidatura do PT dizendo que a aliança que se formou ao redor dele não é por cargos, mas por um futuro do Brasil. “Não tenho cargos a dar, tenho um projeto para o futuro do Brasil“, afirmou.

Conceitos políticos

O senador disse que está buscando fazer uma campanha competitiva sem viés ideológico. Para ele, os conceitos políticos de hoje (progressista, conservador, esquerda, direita) são abstratos demais. E provou com o seguinte raciocínio: se houvesse um governo sob o qual o mercado financeiro obteve lucros recordes, e outro que colocou 97% das crianças na escola, as pessoas diriam que o primeiro é de direita, e o segundo, de esquerda. Portanto, concluiu o senador, pelo o que aconteceu na história recente do Brasil, o governo Lula seria de direita, e o de FHC, de esquerda.

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